Segundo números do Atlas da Mortalidade do Inca, desde que os dados são acompanhados, 193 pessoas já morreram por esse tipo de câncer na cidade

O câncer bucal causou a morte de 193 moradores de Marília entre os anos de 1979 e 2016, segundo dados do Atlas da Mortalidade do Inca (Instituto Nacional do Câncer). Somados os moradores da região (DRS IX – Diretoria Regional de Saúde), o total de mortes no período chega a 1.032. Para promover diagnóstico precoce e salvar vidas, a Secretaria Municipal da Saúde de Marília está em campanha.

A ação começou no dia 10 de abril e vai até 31 de maio. A população deve procurar uma unidade de saúde e solicitar o exame, que é rápido e prático, feito em apenas alguns minutos.

Conforme relatório do Programa de Saúde Bucal do município, na edição de 2018, a campanha de Prevenção ao Câncer Bucal examinou quase 13 mil pessoas, sendo que 582 tinha algum tipo de lesão, 41 com suspeita de câncer e 11 tiveram a doença confirmada.

A encarregada de Saúde Bucal do município, Gláucia Regina Raful Sacomani, explica que os exames podem ser feitos o ano todo, mas o foco da campanha é intensificar os testes aproveitando o período da vacinação contra a gripe.

EXAME PRA QUEM?

Se o histórico de mortes da doença assusta, o prognóstico não é positivo. Em 2016, último ano da série histórica tabulada pelo Inca, o câncer bucal matou 52 pacientes da região. Foi o maior número de mortes em um único ano desde 1979.

Os fatores de risco para o câncer bucal são o fumo, o consumo de álcool e a exposição excessiva ao sol. A doença pode acometer a cavidade bucal e também os lábios.

A indicação é para todas as pessoas com mais de 20 anos, sendo que a maior incidência de câncer bucal ainda é entre os idosos. Porém, pode ocorrer em qualquer faixa etária, o que motivou ampliação do público-alvo.

“O cirurgião-dentista irá verificar a existência de alguma lesão ou alguma alteração bucal. Havendo estes indícios, o paciente poderá ser submetido a tratamento na própria unidade ou encaminhado para um especialista fazer avaliação mais aprofundada quando necessário”, detalha Gláucia.

Ela afirma ainda que muitas pessoas podem ter feridas indolores na boca sem ter conhecimento. Em outros casos, a pessoa até observa, mas se acostuma e não dá importância à lesão. Pode ser um câncer, em estágio inicial, explica a cirurgiã-dentista.

“Temos muitas chances de sucesso quando a doença é detectada precocemente. Do contrário, com o diagnóstico tardio, a pessoa terá um tratamento mais radical, com efeitos colaterais severos, podendo resultar em cirurgias mutilantes e óbito”, disse.

A Campanha de Prevenção ao Câncer Bucal em Marília acontece desde 1996. Três anos depois passou a ser feita simultaneamente à Campanha de Vacinação Contra a Gripe, focando na população acima dos 60 anos. Desde o ano passado, o público alvo foi ampliado e o exame é indicado a partir dos 20 anos.

 

fonte: Prefeitura de Marilia